 Enquanto lia o famoso " Emílio", de Rousseau, me deparei com o trecho abaixo, e logo pensei na questão da terceirização da educação. O filósofo está comentando o hábito, entre as famílias européias de sua época, de enfaixar os bebês, enrolando-os em panos para que fiquem mais protegidos. É bem interessante a forma como ele tece seu raciocínio, fundamentado na experiência, valorizando os processos naturais e criticando o excesso de artificialidade. Para mim, este trecho é uma excelente metáfora da terceirização da educação como um todo, embora se trate apenas da questão do enfaixamento das crianças.
Uma observação: o texto foi escrito em 1762, muito antes da chamada "revolução feminina", então é esperado que tenha certo caráter, como chamamos hoje, "machista".
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Segundo a jornalista Adriana Ferraz, o governo do Estado de São Paulo mudou o critério de classificação para elevar a média das escolas. Diz o início da reportagem Governo Serra altera classificação das notas para elevar médias (Agora, 27/02/2010)
"A gestão José Serra (PSDB) modificou a classificação do Saresp para elevar as médias dos alunos. Se o modelo utilizado no ano passado fosse mantido, nenhuma das séries avaliadas teria superado o conceito básico.
Pelo novo sistema, a Secretaria de Estado da Educação reduziu o número de notas dentro de uma escala que vai de zero a 500 pontos. Até 2008, o exame oferecia quatro conceitos: abaixo do básico, básico, adequado e avançado. Agora são apenas três. O básico e o adequado transformaram-se em suficiente, puxando a média para cima."
Cristovam Buarque: “Como a bola é redonda para todos e os pobres formam a maior parte da população, são eles que chegam ao topo da carreira futebolística. Mas, para entrar em uma universidade, a regra do sucesso está na escola de base onde se estudou. E as escolas não são redondas para todos. (...) O educacionismo quer fazer com que as escolas sejam igualmente boas para todos, como a bola é redonda para todos."
"Com os pobres excluídos de escolaridade de qualidade, os filhos das classes altas não necessitam estudar muito, porque não encontram concorrência. (...) Enquanto enganam os pobres com a idéia de que a revolução está na economia, os ricos mantém os privilégios para seus filhos em escolas que, mesmo não sendo excelentes e não obrigando ao estudo, são melhores do que as escolas dos filhos dos pobres.”
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Diz o jornal O Estado de São Paulo:
"Cerca de mil professores da rede de ensino estadual de São Paulo reunidos nesta sexta-feira, 5, em assembleia, aprovaram entrar em greve na próxima segunda-feira. Sem reajuste salarial desde 2005, a categoria reivindica reposição de 34,3%.
Segundo o Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), durante as negociações não houve acordo com o Governo, que não ofereceu nenhuma contraproposta.
Atualmente, um professor de 1ª a 4ª série do Ensino Fundamental tem salário-base de R$ 785,50, na jornada de 24 horas semanais (na jornada de 40 horas por semana, o valor passa para R$ 1.597,55). Para o corpo docente que leciona de 5ª a 8ª série e no Ensino Médio, o salário-base é R$ 909,32 (R$ 1.834,85 para 40 horas semanais). O último reajuste foi de 15%."
Leia tudo em Professores da rede de ensino estadual de SP aprovam greve

Texto elaborado para alunos do Ensino Médio, introduzindo o curso de Biologia. Pode ser utilizado como base de referência inicial para o estudo do chamado método científico, tanto no Ensino Médio quanto Fundamental. Na parte "como se faz ciência" procuramos fazer uma breve síntese dos principais conceitos (em negrito) que fundamentam a investigação científica. Não creio que exista um único "método científico", mas que todos os métodos utilizados pelos cientistas partem de certos princípios.
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Anda circulando por aí a notícia de que 2% dos jovens querem ser professor (a maioria quer fazer direito, engenharia e medicina). O dado vem de uma pesquisa da Fundação Carlos Chagas, foi divulgado pelo Gilberto Dimenstein e está por toda a rede. As "notícias-espetáculo" se espalham rapidamente, mas pouca gente dá atenção às letras miúdas. Resolvi dar uma olhada na pesquisa propriamente dita e vi muita coisa interessante/alarmante.
De fato, o estudo mostra que a profissão de professor está em baixa no imaginário dos jovens, mas seria bom fazer uma ressalva sobre o número. Esses 2% referem-se aos alunos que querem fazer pedagogia ou alguma licenciatura. Eu, por exemplo, que sou professor há dez anos, não teria feito esta opção no ensino médio. O número aumenta para 11% quando inclui as opções por carreiras acadêmicas, ligadas à docência (matemática, história, etc...).
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