Mais um relançamento das antiga… da época do Roberto Jefferson, lembra?
Aquele que foi rapidamente de vilão a herói?
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Caixa 2
Paródia da música “Mesmo que seja eu”, de Erasmo Carlos
Adaptação: Rodrigo Travitzki”
Letra:
Voz e violão: Rodrigo Travitzki
Baixo: Ronaldo
Sax: Guilherme
Batera (samplers): Guilherme
Gravado e mixado por Guilherme e Ronaldo
por amor à arte e à pátria
no Livestudio, Paraty, RJ
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MOMENTO HISTÓRICO
Essa foi minha segunda paródia política. Veio de um refrão que apareceu por geração espontânea, enquanto tentava ler alguns textos com títulos muito estranhos.
Era julho de 2005 e as notícias sobre corrupção federal eferveciam na mídia. Era época do famoso “mensalão”, termo criado pelo brilhante Roberto Jefferson, o homem que deu um nó na moral brasileira e a virou pelo avesso. De centro da pilantragem, o presidente do PTB passou rapidamente a herói, aquele que denunciou o “chefe da maior quadrilha da história”. Esta mídia não se restringiu a casos extremos como a Veja, algo que nem deveria fazer parte da conversa entre as pessoas. Foi geral. O vilão da história havia virado herói, numa espécie de adaptação das idéias de Rousseau, tipo “o brasileiro é bom por natureza, mas a política o corrompe”.
Enquanto tudo isso acontecia, eu penava tentando encontrar o famoso “recorte” para escrever uma dissertação nos moldes acadêmicos. Forçava meu cérebro para trabalhar de forma muito estranha e pouco usual, e ele reagia intensamente. Criava imagens aleatórias, sons, alucinações, pensamentos confusos… coisas que poderiam ser reunidas pelos psicólogos numa “síndrome da dissertação”. Não sei se já fizeram isso.
Logo percebi que era impossível lutar contra meu próprio cérebro, e resolvi dar vazão às suas idéias estranhas. Foi daí que surgiu esta paródia.
O mestrado é muito produtivo para fazer outras coisas.
Rodrigo Travitzki – digao.bio.br







