Rodrigo Travitzki, 16/03/2011

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Que Zidane!

de Allan Monteiro e Rodrigo Travitzki

Ronaldin, Adriano, Parreira
queria ser Napoleon
Et Cafu, tu recordé
não adiantou por faltar peito en soutien

Que le merde, l’escargot en la cuèque

Ribéry, Thuram, Vieira
Em o menàge à trois
Malouda, Trezeguet, Abidal
Makelelé le Zagallo

Que zidane, que le merde, que zidane

Thierry Henry
corre que a zaga de Brésil
arrumé le meia

En Paris, croissant, Tour Eiffel
petit pois et champignon
de Le Monde

En Brésil, nous avons
queria tomar champagne no Leblon

Que zidane, que merde, que zidane

Mon ami, aujourd’hui
elles nos mandaram à puta que Paris
Voltaire, dejà-vu
A Jules Rimet devia tá aqui

Nous derreteme

Très bien
l’hexa
c’est fini

Gravado em casa.
Vocais: Rodrigo Travitzki
e Allan Monteiro
Sanfona: computadores fazem arte

Momento histórico

2006, dia seguinte à lamentável derrota da seleção canarinho para os gauleses na final da copa do esporte bretão. O irredutível Allan Monteiro adentra o recinto com boas novas. “Olha só essa banda, que legal!”, disse. Fui ver, tratava-se de um grupo francês.

Tive dificuldades, de início, para permitir às notas acomodarem-se livremente em meu cérebro. Com o tempo, como a arte é maior que as rixas, fui gostando daquela curiosa mistura de voz, sanfona e violão. Era a banda “La Rue Ketanou“.

Inspirados com a música e o mais puro espírito esportivo, acabamos por chorar nossas mágoas brasileiras derramando alguns versos em “franstuguês”, ou “portuncês”.


ATENÇÃO: Este material não é adequado para cursos paradidáticos de Francês


Rodrigo Travitzki, 25/02/2011

DA BBC BRASIL: Os seres humanos não são os únicos animais capazes de experimentar os sentimentos de dúvida e incerteza. Esta foi a conclusão de um estudo levado adiante por um grupo de pesquisadores americanos.

Os primatas foram submetidos a um teste, fazendo uso de um joystick.

Leia mais ou veja o vídeo aqui


Rodrigo Travitzki, 08/02/2011

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Um motivo

Allan Monteiro e Rodrigo Travitzki

Tanto tempo tendo pra viver
Muito pra fazer também teria

Aparar a grama
ler as notícias do dia de pijama

Posso ser astronauta
ou ir morar no Tibete
posso ter o carro do ano
ou ter que passar o ano andando a pé

Só que não tenho um motivo
Pra acreditar que tudo isso faz sentido

Se tudo tivesse uma razão
Qual explicação existiria
Para alguém
como eu
viver longe de alguém
como você

O meu navegar é impreciso
Tanta coisa ainda a terminar
Se eu pudesse dar um jeito nesse meu jeito
Se ao menos eu parasse de me lamentar

Só que não tenho um motivo
Para deixar de ser tão crítico comigo
E então viver
Tranquilo

Gravado em casa.

Voz, violão e computador: Rodrigo Travitzki


Rodrigo Travitzki, 30/01/2011

A iniciativa já existe em São Carlos e parece que será implantada em Osasco também. Diz a Carta Capital:

“Plantar árvores pode dar dinheiro aos moradores de São Carlos
São Carlos (SP) está incentivando o plantio de árvores por meio do programa IPTU Verde, lançado em 2007 e que já registrou 70% de aumento nos pedidos de redução do imposto.

Quem plantar árvores ou mantiver áreas permeáveis em imóveis edificados pode alcançar até 4% de desconto no valor total do IPTU. A Secretaria de Meio Ambiente, segundo seu coordenador, Paulo Mancini, acredita que o município possui 60 mil árvores plantadas em área urbana, ainda longe, porém, do ideal, 100 mil.”


Rodrigo Travitzki, 14/01/2011

A repressão policial já virou tradição em São Paulo, estado sob monopólio tucano há mais de uma década. Se em outros casos houve discussão se a polícia teria exagerado ou se os manifestantes realmente precisavam ser “controlados” (como no caso da invasão da reitoria da USP), o episódio de ontem parece bem menos polêmico. Os relatos e reportagens que vemos na rede revelam um impressionante desrespeito da prefeitura do Kassab em relação ao direito democrático de se expressar e manifestar.

Quando Heródoto Barbeiro questionou Serra sobre os preços do pedágios, foi tirado do Roda Viva. Quando estudantes reclamam do preço da passagem, representando interesses de toda a sociedade paulistana, Kassab responde com violência gratuita. Então eu pergunto aos PSDBs: o que significa esse “D” na sigla do partido? (obs: não sou petista, psolista, nada disso. Aliás, nem tenho time de futebol, que hoje em dia é quase a mesma coisa que partido).

A imagem abaixo fala por si só, foi tirada do vídeo que está no final do post.

“O responsável pela operação, Tenente Siqueira, explicou que o objetivo era “dar segurança aos manifestantes para evitar que os mesmos sejam atropelados”. A explicação foi a mesma antes do início da caminhada e depois das agressões” virgula.uol

“A manifestação foi organizada em redes sociais da internet, como Orkut e Twitter. Os estudantes não conseguiram caminhar nem 15 minutos antes da intervenção da PM. Logo no início da passeata, quando tentavam fechar a Ipiranga, os estudantes foram alvo de bombas de gás lacrimogêneo, gás de pimenta e balas de borracha. Após o tumulto na República, os estudantes se reuniram na frente do Teatro Municipal. Mas, com todas as ruas e praças do centro cercadas por viaturas da Força Tática, o grupo desistiu da passeata.” Estadão

“Um grupo de 700 manifestantes – segundo estimativa da PM – se reuniu para protestar contra o aumento da passagem de ônibus de São Paulo para três reais (R$3), nessa quinta (13). Depois de caminhar alguns quarteirões no centro da capital paulista, os manifestantes foram dispersados pela PM com balas de borracha, bombas de gás lacrimogêneo, e spray de pimenta, deixando dois feridos e 27 detidos. …

Uma bateria turbinada com trompetes marcava o ritmo de gritos como “Aquele que não pula quer tarifa”, quando todos os manifestantes pulavam como se estivessem torcendo pelo seu time do coração. Mas a animação só pôde acontecer até a Avenida Ipiranga, onde a Polícia Militar dispersou os manifestantes com elastômeros (também conhecidas como balas de borracha), bombas de efeito moral e spray de pimenta.” virgula.uol


Veja o vídeo

(abaixe um pouco seu som antes…)


Rodrigo Travitzki, 06/01/2011

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Me faz bem

de Rodrigo Travitzki

você me faz acreditar
você me faz bem
me faz bem

você me faz acreditar
em todo bem

Já faz muito tempo
que eu te quero
tanto contratempo

Dia de sol
você apareceu
e nunca mais
desapareceu

Já faz muito tempo
que eu te quero
tanto contratempo

Não sou mais só
lá fora, meu bem
não importa mais
agora sou seu

Gravado em casa.

Voz: Joana dos Santos
Voz e violão: Rodrigo Travitzki


Rodrigo Travitzki, 26/12/2010

“Não há nenhum ser no mundo que a ciência não possa penetrar, mas o que pode ser penetrado pela ciência não é o ser.”

Adorno e Horkheimer,
Dialética do Esclarecimento


Rodrigo Travitzki, 20/12/2010

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Caminho sem estrada

de Rodrigo Travitzki

Pelo caminho do céu não havia estrada
Eu não via nada

Só uma frestinha
Por onde eu lhe via
Metade nua
Metade escondida

Gravado em casa.

Voz: Joana dos Santos
Voz e violão: Rodrigo Travitzki


Rodrigo Travitzki, 14/12/2010

Certa vez ouvi na escola que o homem é um animal racional. Aquilo fazia bastante sentido na época, principalmente porque eu não percebia quantas perguntas haviam dentro desta resposta.

O que é ser racional?

Existe uma só razão?

A razão é sempre lógica?

Um homem que planeja com eficiência a logística do holocausto é racional?

Somos mais animais ou mais racionais?

Mas como um animal pode vir a se tornar racional?

Será que há outros animais racionais?

Como juntar o animal e o racional?


Rodrigo Travitzki, 05/12/2010

RETIRADO DO INSTITUTO JOÃO GOULART:

O lingüista estadunidense Noam Chomsky elaborou a lista das “10 estratégias de manipulação” através da mídia:


1- A ESTRATÉGIA DA DISTRAÇÃO.

O elemento primordial do controle social é a estratégia da distração que consiste em desviar a atenção do público dos problemas importantes e das mudanças decididas pelas elites políticas e econômicas, mediante a técnica do dilúvio ou inundações de contínuas distrações e de informações insignificantes. A estratégia da distração é igualmente indispensável para impedir ao público de interessar-se pelos conhecimentos essenciais, na área da ciência, da economia, da psicologia, da neurobiologia e da cibernética. “Manter a atenção do público distraída, longe dos verdadeiros problemas sociais, cativada por temas sem importância real. Manter o público ocupado, ocupado, ocupado, sem nenhum tempo para pensar; de volta à granja como os outros animais (citação do texto ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

2- CRIAR PROBLEMAS, DEPOIS OFERECER SOLUÇÕES.

Este método também é chamado “problema-reação-solução”. Cria-se um problema, uma “situação” prevista para causar certa reação no público, a fim de que este seja o mandante das medidas que se deseja fazer aceitar. Por exemplo: deixar que se desenvolva ou se intensifique a violência urbana, ou organizar atentados sangrentos, a fim de que o público seja o mandante de leis de segurança e políticas em prejuízo da liberdade. Ou também: criar uma crise econômica para fazer aceitar como um mal necessário o retrocesso dos direitos sociais e o desmantelamento dos serviços públicos.

3- A ESTRATÉGIA DA GRADAÇÃO.

Para fazer com que se aceite uma medida inaceitável, basta aplicá-la gradativamente, a conta-gotas, por anos consecutivos. É dessa maneira que condições socioeconômicas radicalmente novas (neoliberalismo) foram impostas durante as décadas de 1980 e 1990: Estado mínimo, privatizações, precariedade, flexibilidade, desemprego em massa, salários que já não asseguram ingressos decentes, tantas mudanças que haveriam provocado uma revolução se tivessem sido aplicadas de uma só vez.

4- A ESTRATÉGIA DO DEFERIDO.

Outra maneira de se fazer aceitar uma decisão impopular é a de apresentá-la como sendo “dolorosa e necessária”, obtendo a aceitação pública, no momento, para uma aplicação futura. É mais fácil aceitar um sacrifício futuro do que um sacrifício imediato. Primeiro, porque o esforço não é empregado imediatamente. Em seguida, porque o público, a massa, tem sempre a tendência a esperar ingenuamente que “tudo irá melhorar amanhã” e que o sacrifício exigido poderá ser evitado. Isto dá mais tempo ao público para acostumar-se com a idéia de mudança e de aceitá-la com resignação quando chegue o momento.

5- DIRIGIR-SE AO PÚBLICO COMO CRIANÇAS DE BAIXA IDADE.

A maioria da publicidade dirigida ao grande público utiliza discurso, argumentos, personagens e entonação particularmente infantis, muitas vezes próximos à debilidade, como se o espectador fosse um menino de baixa idade ou um deficiente mental. Quanto mais se intente buscar enganar ao espectador, mais se tende a adotar um tom infantilizante. Por quê? “Se você se dirige a uma pessoa como se ela tivesse a idade de 12 anos ou menos, então, em razão da sugestão, ela tenderá, com certa probabilidade, a uma resposta ou reação também desprovida de um sentido crítico como a de uma pessoa de 12 anos ou menos de idade (ver “Armas silenciosas para guerras tranqüilas”)”.

6- UTILIZAR O ASPECTO EMOCIONAL MUITO MAIS DO QUE A REFLEXÃO.

Fazer uso do aspecto emocional é uma técnica clássica para causar um curto circuito na análise racional, e por fim ao sentido critico dos indivíduos. Além do mais, a utilização do registro emocional permite abrir a porta de acesso ao inconsciente para implantar ou enxertar idéias, desejos, medos e temores, compulsões, ou induzir comportamentos…

7- MANTER O PÚBLICO NA IGNORÂNCIA E NA MEDIOCRIDADE.

Fazer com que o público seja incapaz de compreender as tecnologias e os métodos utilizados para seu controle e sua escravidão. “A qualidade da educação dada às classes sociais inferiores deve ser a mais pobre e medíocre possível, de forma que a distância da ignorância que paira entre as classes inferiores às classes sociais superiores seja e permaneça impossível para o alcance das classes inferiores (ver ‘Armas silenciosas para guerras tranqüilas’)”.

8- ESTIMULAR O PÚBLICO A SER COMPLACENTE NA MEDIOCRIDADE.

Promover ao público a achar que é moda o fato de ser estúpido, vulgar e inculto…

9- REFORÇAR A REVOLTA PELA AUTOCULPABILIDADE.

Fazer o indivíduo acreditar que é somente ele o culpado pela sua própria desgraça, por causa da insuficiência de sua inteligência, de suas capacidades, ou de seus esforços. Assim, ao invés de rebelar-se contra o sistema econômico, o individuo se auto-desvalida e culpa-se, o que gera um estado depressivo do qual um dos seus efeitos é a inibição da sua ação. E, sem ação, não há revolução!

10- CONHECER MELHOR OS INDIVÍDUOS DO QUE ELES MESMOS SE CONHECEM.

No transcorrer dos últimos 50 anos, os avanços acelerados da ciência têm gerado crescente brecha entre os conhecimentos do público e aquelas possuídas e utilizadas pelas elites dominantes. Graças à biologia, à neurobiologia e à psicologia aplicada, o “sistema” tem desfrutado de um conhecimento avançado do ser humano, tanto de forma física como psicologicamente. O sistema tem conseguido conhecer melhor o indivíduo comum do que ele mesmo conhece a si mesmo. Isto significa que, na maioria dos casos, o sistema exerce um controle maior e um grande poder sobre os indivíduos do que os indivíduos a si mesmos.

Fonte: http://www.institutojoaogoulart.org.br/noticia.php?id=1861