Virada Cultural, festa folclórica paulistana. Com a cara de quem tem muitas caras. Infelizmente com violência, cruel e pontual. Mas com muita cultura e espírito de boa convivência na diversidade.
Abaixo, alguma fotos que tirei.
O site Avaaz.org está aumentando sua rede de influência, como vemos na campanha do projeto ficha limpa. Ele passou na Câmara, agora “só falta” o senado. Aquele que inocentou Sarney, Renan, Arruda e tantos outros. O monte olimpo da política brasileira.
O Avaaz disponibiliza uma lista com os deputados que votaram contra o projeto ficha limpa, dê uma olhada e confira se o seu deputado está nela. Os partidos campeões desta lista são o PP (do Maluf) e o PMDB (do Sarney). Veja a lista dos deputados ficha suja (que votaram contra o ficha limpa). Em São Paulo eles são:
Aline Corrêa (PP), Beto Mansur (PP), Celso Russomanno (PP), Paulo Maluf (PP), Vadão Gomes (PP).
E pra quem quiser lembrar bons momentos, ouça a música Hoje eu vi o Maluf na cadeia.
A saúde é nosso bem mais precioso e vale mais do que ser casado ou ter um emprego. Essa é uma das conclusões de pesquisa feita em 2009 no Reino Unido, Universidade de Warwick, baseada em fatores psicológicos e financeiros de diversos eventos da vida, como casamento, divórcio e viuvez.
O estudo, coordenado pelo economista Andrew Oswald, concluiu que estar casado traz felicidade semelhante a uma renda de R$ 400 mil por ano. Do mesmo modo, a viuvez é comparável à perda de mais de R$ 1 milhão e um divórcio seria como perder quase R$ 800 mil.
Os valores foram calculados através de análise estatística de uma pesquisa com indivíduos (britânicos, imagino) escolhidos aleatoriamente. Nos resultados obtidos, o fator que mais influencia na felicidade é a saúde – não estar saudável equivaleria a perder R$ 3 milhões por ano.
Os cientistas dizem cada coisa…
Veja mais nestes trechos retirados da net:
Essa impressiona pela simplicidade da ideia.
Será que é realmente o caso de comemorar o dia do trabalho? O que estamos celebrando? Para alguns, o trabalho dignifica o homem. Para outros não. Veja o início do clássico livro “O Direito à Preguiça” (1880) de Paul Lafargue:
“Uma estranha loucura se apossou das classes operárias das nações onde reina a civilização capitalista. Esta loucura arrasta consigo misérias individuais e sociais que há dois séculos torturam a triste humanidade. Esta loucura é o amor ao trabalho, a paixão moribunda do trabalho, levado até ao esgotamento das forças vitais do indivíduo e da sua progenitora. Em vez de reagir contra esta aberração mental, os padres, os economistas, os moralistas sacrossantificaram o trabalho.”
Retirado de O Direito à Preguiça – Paul Lafargue
Veja o belíssimo vídeo onde Bobby McFerrin (aquele de “don’t worry be happy”) começa a reger um improviso com a platéia, pulando de um lado para o outro do palco. Isso acontece no meio de um congresso científico, numa discussão sobre música e neurociência. Bobby está tentando mostrar aos cientistas como a escala pentatônica é intuitiva, algo que brota naturalmente do ser humano.
Acabei de ver no CQC. O nobre deputado estadual Jocelito Canto (PTB) pergunta, com toda a sinceridade, de todo o coração, em plena reunião da comissão de constituição e justiça da Câmara Estadual do Paraná: quem aqui não tem caixa 2?
Veja se não parece realmente um depoimento sincero.
Isso foi em 14/4. Se quiser, ouça o depoimento desde o começo:
Ou leia mais em: http://www.gazetadopovo.com.br/blog/conexaobrasilia/?id=993098
Escrever sem café não é fácil. Fui comprar um filtro do pó mágico no supermercado e vi que tinha uma opção “ecológica”, de coloração parda, ao invés do branco tradicional. A modernidade tem uma obsessão pelo branco desde que Semmelweis descobriu a higiene hospitalar. De fato, eu não preciso de um filtro branco, apenas um limpo, posso pegar o produto “ecológico” sem qualquer efeito colateral. Exceto o preço. Não é nada monstruoso, é claro, um real a mais pelo meio ambiente, por que não? Afinal, se o mundo for “pras cucuia” em meio a terremotos, furacões e chuvas de meteoro, pelo menos vou estar com a consciência tranquila.
Mas o problema da consciência é que ela pensa. Aí pensei “mas por que os eco-filtros são mais caros?”. De forma genérica, a resposta vem fácil: “porque o capitalismo suga os recursos da terra sem medir o custo real das coisas, a longo prazo e em termos globais; sendo assim, uma produção sustentável supõe um custo maior dos produtos”. Tá certo, faz sentido.
Mas será que este é um princípio absoluto da natureza, uma irrevogável lei da economia? Será que isto se aplica a todos os casos? Melhor dizendo, e o filtro de café?
Antigamente, o papel era pardo. Não por ser velho (afinal, naquela época o papel de antigamente era novo) mas por não passar pelo tratamento químico com cloro. O cloro é usado para clarear coisas como papel e açúcar, mas é extremamente prejudicial ao meio ambiente devido à sua toxidade. Na sua lavanderia deve ter cloro, utilizado para deixar as roupas brancas.
Enfim, o fato é que o papel ecológico e o açúcar orgânico são mais escuros que os convencionais devido à ausência de tratamento com cloro. Pois bem, o que isto tem a ver? No caso do açúcar talvez pouco, mas no caso do filtro de café, a contradição é evidente. Estou pagando mais por um produto que tem um processo a menos na sua produção.
Ou seja, embora o filtro de café “ecológico” seja mais caro na prateleira do meu supermercado, ele deve ser mais barato em termos de custo. O que isto quer dizer? Como diz a propaganda, “imagem é tudo”.
Hoje o preço das coisas, sabem bem os economistas, não tem tanto a ver com seu custo, mas com seu lugar no imaginário das pessoas. Para alguns isto pode parecer bonito, para outros pode ser um mecanismo de controle dos poderosos.
Eu só posso dizer que há um pacote de filtros brancos em meu armário, um post novo neste blog e algumas perguntas na cabeça.
Política: arte intimamente ligada ao saco, resumindo-se basicamente a enchê-lo e puxá-lo.
Sexo: veículo bimotor utilizado pelas cegonhas








Comentários dos Leitores