Dizem que ela existe pra ajudar, dizem que ela existe pra proteger. Mas para que serve a polícia mesmo? Veja o vídeo e tire suas conclusões.
Sou aluno da USP e venho sentindo alguns efeitos da greve em meu cotidiano. Biblioteca, bandejão, hoje perdi uma aula, cancelada pela violência no campus. Ontem helicópteros sobrevoavam a USP enquanto o Datena ao vivo narrava o conflito. Como estudante mais experiente, tendo a ser contrário a estas manifestações, que costumam ocorrer nesta época a cada dois anos. Mas o que era banal virou barbárie de uma hora para outra. Faço minhas as palavras de Demétrio Toledo:
Serra “conseguiu transformar uma greve de funcionários da USP, parcial e de baixa adesão, em uma das maiores besteiras que alguém já cometeu ocupando um cargo de governo (consciente ou inconscientemente).
A história, resumida em seus pontos fundamentais, é a seguinte: depois de quase um mês de uma greve bastante fraquinha e sem maiores emoções, o Serra, quer dizer, a Justiça, instada pela reitoria da USP, mandou a PM invadir o campus e montar guarda em prédios da administração, sob o pretexto de coibir e debelar piquetes de funcionários grevistas. A atitude foi tão grotesca e causou tamanha repugnância na comunidade acadêmica que de pronto estudantes e professores, que até então vinham emitindo apenas as costumeiras moções de apoio aos funcionários em greve, solidarizaram-se e entraram em greve (só o Serra acha razoável colocar de bedéis policiais de metralhadoras). Ponto central da pauta: a saída da PM do campus.
Como o Serra não passa sem um gran finale, ontem o bicho pegou, com a polícia invadindo a USP, coisa nunca antes vista nem pensada (se bem que meus colegas da PUC-SP já viram esse filminho xexelento duas vezes…), com direito a balas de borracha, gás pimenta, bombas de efeito moral (quem deu nome a esse singelo artefato – imagino que tenha sido o animal que o inventou – nunca ficou perto de um quando ele explode; é caco pra todo lado, e dói, acreditem em mim) e aquele jeitinho que só a polícia tucana tem. Enfim, coisa pra não esquecer.”
Fonte:
http://www.amalgama.blog.br/06/2009/a-usp-invadida-pela-pm/




São um bando de vagabundos.
Ao ocupar o Centro da cidade esses “estudantes” interromperam a volta pra casa de milhares de trabalhadores que jamais terão a chance de frequentar essa Universidade elitista e fascista, um dos maiores simbolos do Apartheid social paulistano. É indecoroso reivindicar qualquer coisa quando se viola o direito de ir e vir tão precário de tanta gente, sendo que há locais mais apropriados para este tipo de manifestação.
Tomara que a PM desça a borracha nesses vagabundos.
Avante! Avante o séquito de infames!
Marche sobre os jardins da liberdade!
Calque aos pés toda flor!
O Éden do pensamento agora é pasto
Pra animália voraz da autoridade,
Agente do terror.
Eu me pergunto: “Qual a acusação?”’
E baixo a fronte – alunos, professores,
Trabalhadores, gente.
Meu Deus! Quem deu aos lobos as ovelhas!?
Quem é este monstro que dispõe o crime!?
Será que nada sente?
Olho e espantado fito uma mulher
Assentada n’um trono, qual demente
A resmungar, grunhir!
Orgulhosa, soberba, louca, má,
Quer esmagar as massas, torturar,
Cominar, oprimir.
Depois de tantas lutas, tantos séculos,
Tantas lágrimas. Ah! Ver o Direito
Ainda a naufragar!
Ver a baixeza e a arrogância destes
Que ordenam cães que a multidão ataquem
E mordam pra matar!
Não posso tolerar tamanha infâmia,
Permanecer calado ao despautério!
Omitir é aceitar!
Avante! Avante o séquito de infames!
Marche sobre os jardins da liberdade!
Calque aos pés toda flor!
O Éden do pensamento agora é pasto
Pra animália voraz da autoridade,
Agente do terror.
Eu me pergunto: “Qual a acusação?”’
E baixo a fronte – alunos, professores,
Trabalhadores, gente.
Meu Deus! Quem deu aos lobos as ovelhas!?
Quem é este monstro que dispõe o crime!?
Será que nada sente?
Olho e espantado fito uma mulher
Assentada n’um trono, qual demente
A resmungar, grunhir!
Orgulhosa, soberba, louca, má,
Quer esmagar as massas, torturar,
Cominar, oprimir.
Depois de tantas lutas, tantos séculos,
Tantas lágrimas. Ah! Ver o Direito
Ainda a naufragar!
Ver a baixeza e a arrogância destes
Que ordenam cães que a multidão ataquem
E mordam pra matar!
Não posso tolerar tamanha infâmia,
Permanecer calado ao despautério!
Omitir é aceitar!