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	<title>Blog do Digão &#187; Antropologia do cotidiano</title>
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		<title>Por que o álcool está tão caro?</title>
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		<pubDate>Fri, 02 Sep 2011 19:36:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos Originais]]></category>

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		<description><![CDATA[Quem pega uma estrada para o interior de São Paulo ou Pernambuco não tarda a encontrar-se rodeado por um interminável mar de cana, apelidado por alguns de &#8220;deserto verde&#8221;. O Brasil é o maior produtor de cana do mundo. Mesmo assim, o álcool não baixa mais nos postos de combustível. Por que? É claro que [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Quem pega uma estrada para o interior de São Paulo ou Pernambuco não tarda a encontrar-se rodeado por um interminável mar de cana, apelidado por alguns de &#8220;deserto verde&#8221;. O Brasil é o maior produtor de cana do mundo. Mesmo assim, o álcool não baixa mais nos postos de combustível. Por que?</p>
<p>É claro que os preços são números humanos, subjetivos, voláteis, multivariáveis, e a alta do álcool (ou etanol) pode ser atribuída a muitos fatores, sejam naturais (padrão pluviométrico do ano anterior, quebras de safra), políticos (incentivos estatais, impostos de importação) ou econômicos (monopólio de usinas, preços internacionais).</p>
<p>Embora todos esses ingredientes estejam no caldo do preço do álcool que abastece os carros flex e antigas velharias monobiocombustível, talvez o fator mais esclarecedor seja a recente variação no preço internacional do açúcar. Afinal, o álcool pode ser feito de qualquer coisa que seja fermentável, o que as usinas de cana fazem basicamente é produzir açúcar, que pode ou não se convertido em álcool. Se o preço do açúcar no mercado internacional aumenta, as usinas tendem a usar menos açúcar pra fazer álcool, reduzindo assim sua oferta e aumentando seu preço. Veja só o gráfico abaixo.</p>
<p style="text-align: center;"><a href="http://digao.bio.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/preco-do-acucar-2007-2011.png" class="highslide-image" onclick="return hs.expand(this);"><img class="size-full wp-image-1688 aligncenter" title="preco-do-acucar-2007-2011" src="http://digao.bio.br/blog/wp-content/uploads/2011/08/preco-do-acucar-2007-2011.png" alt="" width="425" height="256" /></a></p>
<p style="text-align: center;"><span style="font-size: x-small;">Fonte: <a href="http://www.mongabay.com/images/commodities/charts/chart-sugar_world.html">Sugar, world price chart</a>.</span></p>
<p>Repare como o açúcar não volta ao preço anterior à quebra da safra na Índia, em 2009. Alguma coisa está acontecendo com o preço do açúcar, e com isso os usineiros passam a produzir menos álcool.</p>
<p>Pois é, deve ser isso que chamam de globalização. O negócio é andar de bicicleta.</p>
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		<title>Os produtos &#8220;ecológicos&#8221; são realmente mais caros que os &#8220;convencionais&#8221;?</title>
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		<pubDate>Wed, 07 Apr 2010 23:44:25 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Ecologia]]></category>
		<category><![CDATA[Escritos Originais]]></category>

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		<description><![CDATA[Escrever sem café não é fácil. Fui comprar um filtro do pó mágico no supermercado e vi que tinha uma opção &#8220;ecológica&#8221;, de coloração parda, ao invés do branco tradicional. A modernidade tem uma obsessão pelo branco desde que Semmelweis descobriu a higiene hospitalar. De fato, eu não preciso de um filtro branco, apenas um [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Escrever sem café não é fácil. Fui comprar um filtro do pó mágico no supermercado e vi que tinha uma opção &#8220;ecológica&#8221;, de coloração parda, ao invés do branco tradicional. A modernidade tem uma obsessão pelo branco desde que Semmelweis descobriu a higiene hospitalar. De fato, eu não preciso de um filtro branco, apenas um limpo, posso pegar o produto &#8220;ecológico&#8221; sem qualquer efeito colateral. Exceto o preço. Não é nada monstruoso, é claro, um real a mais pelo meio ambiente, por que não? Afinal, se o mundo for &#8220;pras cucuia&#8221; em meio a terremotos, furacões e chuvas de meteoro, pelo menos vou estar com a consciência tranquila.</p>
<p>Mas o problema da consciência é que ela pensa. Aí pensei &#8220;mas por que os eco-filtros são mais caros?&#8221;. De forma genérica, a resposta vem fácil: &#8220;porque o capitalismo suga os recursos da terra sem medir o custo real das coisas, a longo prazo e em termos globais; sendo assim, uma produção sustentável supõe um custo maior dos produtos&#8221;. Tá certo, faz sentido.</p>
<p>Mas será que este é um princípio absoluto da natureza, uma irrevogável lei da economia? Será que isto se aplica a todos os casos? Melhor dizendo, e o filtro de café?</p>
<p>Antigamente, o papel era pardo. Não por ser velho (afinal, naquela época o papel de antigamente era novo) mas por não passar pelo tratamento químico com cloro. O cloro é usado para clarear coisas como papel e açúcar, mas é extremamente prejudicial ao meio ambiente devido à sua toxidade. Na sua lavanderia deve ter cloro, utilizado para deixar as roupas brancas.</p>
<p>Enfim, o fato é que o papel ecológico e o açúcar orgânico são mais escuros que os convencionais devido à ausência de tratamento com cloro. Pois bem, o que isto tem a ver? No caso do açúcar talvez pouco, mas no caso do filtro de café, a contradição é evidente. Estou pagando mais por um produto que tem um processo a menos na sua produção.</p>
<p>Ou seja, embora o filtro de café &#8220;ecológico&#8221; seja mais caro na prateleira do meu supermercado, ele deve ser mais barato em termos de custo. O que isto quer dizer? Como diz a propaganda, &#8220;imagem é tudo&#8221;.</p>
<p>Hoje o preço das coisas, sabem bem os economistas, não tem tanto a ver com seu custo, mas com seu lugar no imaginário das pessoas. Para alguns isto pode parecer bonito, para outros pode ser um mecanismo de controle dos poderosos.</p>
<p>Eu só posso dizer que há um pacote de filtros brancos em meu armário, um post novo neste blog e algumas perguntas na cabeça.</p>
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		<title>Como cumprir as promessas de ano novo?</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/como-cumprir-as-promessas-de-ano-novo/1134/</link>
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		<pubDate>Thu, 07 Jan 2010 01:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Mais um destes estudos &#8220;científicos&#8221; do cotidiano. Desta vez, o alvo são os gurus de auto-ajuda, e o método indicado é uma mistura de Descartes (decomposição analítica) e Skinner (condicionamento). O resultado é uma espécie de gestão racional do prazer com vistas a certos objetivos. Diz a BBC: &#8220;Segundo a pesquisa, liderada pelo psicólogo Richard [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais um destes estudos &#8220;científicos&#8221; do cotidiano. Desta vez, o alvo são os gurus de auto-ajuda, e o método indicado é uma mistura de Descartes (decomposição analítica) e Skinner (condicionamento). O resultado é uma espécie de gestão racional do prazer com vistas a certos objetivos. Diz a BBC:</p>
<p><em>&#8220;Segundo a pesquisa, liderada pelo psicólogo Richard Wiseman, da University of Hertfordshire, a maioria das pessoas não consegue cumprir suas resoluções de ano novo por usar estratégias que não funcionam para tentar alcançar seus objetivos.</em></p>
<p><em>Mas mudar essas estratégias, optando por exemplo por dividir o objetivo final em uma série de pequenos objetivos e se dar uma recompensa a cada passo, aumenta as chances de sucesso, diz o estudo. (&#8230;)</em></p>
<p><em>Entre as pessoas que falharam, 78% dos ouvidos, muitas haviam seguido conselhos de gurus de auto-ajuda.</em></p>
<p><em>Esse grupo, para tentar alcançar seus objetivos, optou por reprimir desejos, fantasiar sobre o sucesso, adotar um modelo como referência ou simplesmente apostar em sua própria determinação.</em></p>
<p><em>Segundo Wiseman, esse tipo de abordagem, frequentemente recomendada em literatura de auto-ajuda, não funciona e pode até ser danoso.&#8221;</em></p>
<p>Leia tudo na <a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/12/091228_newyear_resolutions_mv.shtml">BBC Brasil &#8211; Estudo revela como cumprir com sucesso resoluções de ano novo</a></p>
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		<title>Mal-humor pode ajudar nas horas difíceis</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/mal-humor-pode-ajudar-nas-horas-dificeis/1041/</link>
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		<pubDate>Tue, 10 Nov 2009 20:37:43 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Os cientistas dizem cada coisa]]></category>

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		<description><![CDATA[DEU NA BBC: &#8220;Um estudo realizado na Austrália indica que pessoas mal-humoradas tendem a lidar melhor com situações difíceis do que aquelas que vivem mais felizes. A pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, e publicada na revista especializada Australasian Science Magazine, mostra ainda que os mal-humorados são menos ingênuos e melhores em tomar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>DEU NA BBC:</p>
<p class="ingress">&#8220;Um estudo realizado na Austrália indica que pessoas mal-humoradas tendem a lidar melhor com situações difíceis do que aquelas que vivem mais felizes.</p>
<p>A pesquisa da Universidade de Nova Gales do Sul, e publicada na revista especializada <em>Australasian Science Magazine</em>, mostra ainda que os mal-humorados são menos ingênuos e melhores em tomar decisões.</p>
<p>&#8220;Enquanto a alegria fomenta a criatividade, a flexibilidade e a cooperação, a melancolia alimenta a atenção e o pensamento cauteloso&#8221;, disse à revista o psicólogo Joe Forgas, chefe da equipe que realizou o estudo.&#8221;</p>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/11/091103_saudemauhumorml.shtml">Leia tudo na BBC Brasil &#8211; Ciência &amp; Saúde &#8211; Mal-humorados lidam melhor com dificuldades, diz estudo</a>.</p>
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		<title>O que fazer com o tempo que temos? Vídeo com Ladislau Dowbor</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/o-que-fazer-com-o-tempo-que-temos-video-com-ladislau-dowbor/926/</link>
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		<pubDate>Thu, 22 Oct 2009 15:48:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Frases]]></category>

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		<description><![CDATA[&#8220;O único recurso realmente não renovável é o tempo&#8221; &#8220;Passamos apenas 1% do tempo com os filhos&#8221; E outras pérolas de Ladislau Dowbor na entrevista abaixo. YouTube &#8211; Ladislau Dowbor &#8211; Gestão do tempo &#8211; Maio 2004.]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><em>&#8220;O único recurso realmente não renovável é o tempo&#8221;</em></p>
<p><em>&#8220;Passamos apenas 1% do tempo com os filhos&#8221;</em></p>
<p>E outras pérolas de Ladislau Dowbor na entrevista abaixo.<a href="http://www.youtube.com/watch?v=YEUrfiqpklQ&amp;feature=player_embedded"><br />
</a></p>
<p><object classid="clsid:d27cdb6e-ae6d-11cf-96b8-444553540000" width="425" height="350" codebase="http://download.macromedia.com/pub/shockwave/cabs/flash/swflash.cab#version=6,0,40,0"><param name="wmode" value="transparent" /><param name="src" value="http://www.youtube.com/v/YEUrfiqpklQ&amp;feature=player_embedded" /><embed type="application/x-shockwave-flash" width="425" height="350" src="http://www.youtube.com/v/YEUrfiqpklQ&amp;feature=player_embedded" wmode="transparent"></embed></object></p>
<p><a href="http://www.youtube.com/watch?v=YEUrfiqpklQ&amp;feature=player_embedded">YouTube &#8211; Ladislau Dowbor &#8211; Gestão do tempo &#8211; Maio 2004</a>.</p>
<fb:like href='http://digao.bio.br/blog/o-que-fazer-com-o-tempo-que-temos-video-com-ladislau-dowbor/926/' send='false' layout='standard' show_faces='true' width='450' height='65' action='like' colorscheme='light' font='lucida+grande'></fb:like>]]></content:encoded>
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		</item>
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		<title>Homens são realmente mais promíscuos do que mulheres?</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/homens-sao-realmente-mais-promiscuos-do-que-mulheres/381/</link>
		<comments>http://digao.bio.br/blog/homens-sao-realmente-mais-promiscuos-do-que-mulheres/381/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 14 May 2009 12:11:16 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Um novo estudo questiona esta idéia tão comum e naturalizada em nossa sociedade. Uma teoria de 1948 diz que as mulheres seriam &#8220;recatadas&#8221; para cuidar de seus limitados óvulos, enquanto o homem desperdiçaria espermatozóides por produzí-los em massa. Detalhe, a teoria se fundamentava num estudo feito em moscas. Mas esta idéia parece ser mais antiga, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Um novo estudo questiona esta idéia tão comum e naturalizada em nossa sociedade. Uma teoria de 1948 diz que as mulheres seriam &#8220;recatadas&#8221; para cuidar de seus limitados óvulos, enquanto o homem desperdiçaria espermatozóides por produzí-los em massa. Detalhe, a teoria se fundamentava num estudo feito em moscas. Mas esta idéia parece ser mais antiga, e ainda bastante controversa. O psicólogo Donald A. Dewsbury chamou-a de &#8220;<a href="http://icb.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/45/5/831">paradigma Darwin-Bateman</a>&#8220;, que teria 3 princípios:</p>
<p><strong>1- o sucesso reprodutivo dos machos é mais variável do que o das fêmeas;</strong></p>
<p><strong>2- o sucesso reprodutivo dos machos depende mais de &#8220;cópulas repetidas&#8221; do que o das fêmeas;</strong></p>
<p><strong>3- machos são geralmente mais ávidos a copular e também menos discriminatórios do que as fêmeas.</strong></p>
<p>No entanto, segundo a BBC, um novo estudo indica que a coisa não é tão simples assim. Veja um trecho da reportagem:</p>
<p><em>&#8220;O estudo compilou dados de mais de 10 mil pessoas em 18 países para avaliar a validade de uma teoria de 1948, que afirmou que os homens tenderiam mais naturalmente à busca de um maior número de parceiras possível, enquanto as mulheres seriam mais seletivas nas suas escolhas de parceiros.</em></p>
<p><em>A base da teoria de 1948, formulada por Angus Bateman, era um estudo com moscas de frutas, indicando que as moscas macho têm um maior número de parceiros sexuais e de descendentes em comparação às moscas fêmeas.</em></p>
<p><em> Segundo Bateman, isso era explicado pelo fato de um simples óvulo ser mais difícil de ser produzido do que um simples espermatozoide, limitando o número de filhos entre as fêmeas ao número de óvulos produzidos, enquanto entre os machos esse limite seria determinado pelo número de parceiras.</em></p>
<p><em><strong>Teoria rejeitada </strong></em></p>
<p><em>A nova pesquisa, publicada na última edição da revista especializada <em>Trends in Ecology &amp; Evolution</em>, rejeita a teoria de Bateman e sugere que as estratégias humanas para reprodução não seguem um padrão universal único. </em></p>
<p><em>O estudo indica, por exemplo, que apesar de o número de filhos e de parceiros serem semelhantes entre homens e mulheres nas sociedades monogâmicas, o mesmo não acontece nas sociedades poligâmicas.</em></p>
<p><em>&#8220;A visão convencional de machos promíscuos e não discriminatórios e de fêmeas recatadas e selecionadoras também tem sido aplicada para nossa própria espécie, mas isso não parece ser verdade&#8221;, afirma a coordenadora do estudo, Gillian Brown, da Escola de Psicologia da Universidade St. Andrews, na Escócia.</em>&#8221;</p>
<p>Fontes:<br />
<a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2009/04/090428_estudopromiscuidade_rw.shtml">BBC Brasil &#8211; Notícias &#8211; Pesquisa questiona teoria de propensão masculina à promiscuidade</a>.</p>
<p>Paradigma Darwin-Bateman (inglês)<br />
<a href="http://icb.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/45/5/831">http://icb.oxfordjournals.org/cgi/content/abstract/45/5/831</a></p>
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		</item>
		<item>
		<title>Informações curtas e rápidas podem aumentar insensibilidade</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/informacoes-curtas-e-rapidas-podem-aumentar-insensibilidade/373/</link>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2009 04:12:32 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>

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		<description><![CDATA[Curiosamente, descobri isso no twitter, a nova onda de &#8220;microblogs&#8221;. O post é de Raquel Camargo: &#8220;Pesquisadores da University of Southern California divulgaram um estudo sobre a influência de informações imediatas e curtas na área emocional das pessoas. Os profissionais concluíram que as breves e constantes atualizações feitas por serviços de internet (como o Twitter) [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Curiosamente, descobri isso no twitter, a nova onda de &#8220;microblogs&#8221;. O post é de Raquel Camargo:</p>
<p>&#8220;<em>Pesquisadores da University of Southern California divulgaram um estudo sobre a influência de informações imediatas e curtas na área emocional das pessoas.</em></p>
<p><em>Os profissionais concluíram que as breves e constantes atualizações feitas por serviços de internet (como o Twitter) e até mesmo através da TV podem reduzir a moral das pessoas e deixá-las insensíveis a fatos alheios.</em></p>
<p><em>“Se as coisas acontecem de maneira muito rápida, é possível que a pessoa nunca experimente por completo as emoções relacionadas ao estado psicológico de terceiros. Isso teria implicações para a moral”, declarou a pesquisadora Mary Helen Immordino-Yang, de acordo com a CNN.</em></p>
<p><em>O estudo completo deve ser divulgado na próxima semana na Proceedings of the National Academy of Sciences Online Early Edition.</em>&#8221;</p>
<p><strong>Fonte:<br />
</strong></p>
<p><a href="http://www.twitterbrasil.org/2009/04/16/pesquisa-diz-que-twitter-pode-deixar-as-pessoas-insensiveis/">Pesquisa diz que Twitter pode deixar as pessoas insensíveis &#8211; Twitter Brasil</a>.</p>
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		</item>
		<item>
		<title>Ser promovido no trabalho pode fazer mal à saúde</title>
		<link>http://digao.bio.br/blog/ser-promovido-no-trabalho-pode-fazer-mal-a-saude/369/</link>
		<comments>http://digao.bio.br/blog/ser-promovido-no-trabalho-pode-fazer-mal-a-saude/369/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 14 Apr 2009 23:11:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Os cientistas dizem cada coisa]]></category>
		<category><![CDATA[Saúde]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://digao.bio.br/blog/?p=369</guid>
		<description><![CDATA[Mais uma das peculiaridades da pós modernidade. Deu na BBC: &#8220;Um estudo feito por cientistas britânicos afirma que pessoas que são promovidas no seu trabalho ficam mais estressadas e têm menos tempo para consultar médicos. (&#8230;) O objetivo dos cientistas Andrew Oswald e Chris Boyce era verificar se promoções no trabalho trazem benefícios à saúde [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Mais uma das peculiaridades da pós modernidade. Deu na BBC:</p>
<p>&#8220;<em>Um estudo feito por cientistas britânicos afirma que pessoas que são promovidas no seu trabalho ficam mais estressadas e têm menos tempo para consultar médicos.</em></p>
<p><em>(&#8230;)<br />
</em></p>
<p><em>O objetivo dos cientistas Andrew Oswald e Chris Boyce era verificar se promoções no trabalho trazem benefícios à saúde das pessoas. A hipótese dos cientistas era de que, ao serem promovidas, as pessoas sentem-se valorizadas e confiantes, o que se refletiria positivamente na saúde dos indivíduos.</em></p>
<p><em>No entanto, os dados mostraram que as pessoas que foram promovidas sofreram em média um aumento de 10% do seu nível de estresse mental. O número de consultas ao médico caiu 20% em média entre as pessoas promovidas</em>.&#8221;</p>
<p>Fonte:</p>
<p><a href="http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2009/04/090413_promocao_saude_dg.shtml">BBC Brasil &#8211; Ciência &amp; Saúde &#8211; Promoção no trabalho aumenta stress em 10%, diz estudo</a>.</p>
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		<title>A política no homem e nos outros macacos</title>
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		<pubDate>Mon, 30 Mar 2009 23:34:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Bicho também é gente]]></category>
		<category><![CDATA[Política]]></category>

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		<description><![CDATA[Diretamente da Revista Piauí: &#8220;O senador Jarbas Vasconcelos não está sozinho. O que ele disse outro dia do PMDB os cientistas vêm dizendo há muito tempo dos primatas. (&#8230;) Nepotismo, abuso de autoridade, traição, rasteira, golpe, mensalão não há figura da crônica política e da patologia sociológica que não tenha passado ultimamente pelos tratados de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Diretamente da Revista Piauí:</p>
<p>&#8220;<em>O senador Jarbas Vasconcelos não está sozinho. O que ele disse outro dia do PMDB os cientistas vêm dizendo há muito tempo dos primatas.</em></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>Nepotismo, abuso de autoridade, traição, rasteira, golpe, mensalão não há figura da crônica política e da patologia sociológica que não tenha passado ultimamente pelos tratados de primatologia, tornando esses livros, para os leigos, muito mais fáceis de ler. O holandês Frans de Waal, decano da especialidade e autor de Eu, Primata, passou anos anotando tudo o que os chimpanzés faziam no zoológico de Arnhem, nos Países Baixos. Viu &#8220;blefes&#8221;, &#8220;coalizões&#8221; e &#8220;trapaças&#8221; onde o público só enxerga macaquice. E concluiu que esses eternos &#8220;palhaços do reino animal se sentiriam muito à vontade numa arena política&#8221;.</em></p>
<p><em>(&#8230;)</em></p>
<p><em>Briga-se muito entre os chimpanzés. Mas suas brigas raramente passam de um exercício que serve para reiterar e reforçar a unidade do grupo. O inimigo mesmo é o externo. Cada vez que dois chimpanzés do alto clero se desentendem, os outros tomam partido e todos berram como se estivessem diante das câmeras da TV Senado. Mas, no fim, acaba tudo em catação recíproca de piolho, que é o grande cerimonial da reconciliação. Adversários aparentemente dispostos a se destroçarem com os dentes foram vistos por Waal, &#8220;um minuto depois que as brigas acabavam, correrem um ao encontro do outro, beijar-se, estreitar-se num abraço demorado e fervente, e então começar a se pentear um ao outro&#8221;. Como legítimos políticos. &#8220;</em></p>
<p>Pois é. Alguns milhões de anos de evolução, e tudo que conseguimos foi trocar o penteado  pela pizza.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.revistapiaui.com.br/edicao_30/artigo_898/Cada_macaco_com_seu_mandato.aspx">revista piauí: questões símio-sociais, Cada macaco com seu mandato</a>.</p>
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		<title>O prazer em Aristóteles</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Mar 2009 23:47:47 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rodrigo Travitzki</dc:creator>
				<category><![CDATA[Antropologia do cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[Filosofia]]></category>

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		<description><![CDATA[Veja abaixo alguns trechos selecionados do &#8220;Ética a Nicômaco&#8221;: &#8220;Alguns estudiosos dizem que o prazer é o Bem, enquanto outros, ao contrário, dizem que ele é totalmente mau (alguns dizem isto sem dúvida persuadidos de que se trata de um fato, e outros pensando que tem um efeito melhor em nossa vida apresentar o prazer [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.astro.rug.nl/~weygaert/"><img class="alignleft" src="http://www.astro.rug.nl/~weygaert/tim1public/athens.plato_aristoteles.jpg" alt="" width="218" height="310" /></a></p>
<p>Veja abaixo alguns trechos selecionados do &#8220;Ética a Nicômaco&#8221;:</p>
<p><em>&#8220;Alguns estudiosos dizem que o prazer é o Bem, enquanto outros, ao contrário, dizem que ele é totalmente mau (alguns dizem isto sem dúvida persuadidos de que se trata de um fato, e outros pensando que tem um efeito melhor em nossa vida apresentar o prazer como uma coisa má, embora ele não seja mau); realmente, a maioria das pessoas, segundo pensam estes últimos, inclina-se para seus prazeres e é escrava deles, razão pela qual as pessoas devem ser conduzidas na direção oposta, pois assim chegarão a um meio-termo. Mas certamente isto não é correto. Na verdade, os argumentos acerca de assuntos relativos às emoções e ações são menos confiáveis que os fatos (&#8230;) se uma pessoa que parece desprezar o prazer é vista alguma vez buscando-o, pensa-se que sua inclinação para ele significa que todo prazer é desejável (as pessoas em sua maioria não são capazes de diferenciar).&#8221; pg. 299</em></p>
<p><em>&#8220;É claro que há um prazer inerente a cada sentido, pois dizemos que coisas vistas e ouvidas são agradáveis. Também é claro que o prazer ocorre principalmente quando o sentido está em suas melhores condições e está em atividade em relação ao melhor objeto; quando o objeto e o sentido que o percebe são excelentes, há sempre prazer, já que o agente e o paciente ideais estão presentes.&#8221; pg. 305</em></p>
<p><em>&#8220;Como explicar então o fato de ninguém sentir prazer continuamente? Será que nos cansamos, já que nenhuma atividade humana admite uma ação contínua? O prazer, portanto, não é contínuo, pois ele acompanha a atividade. Algumas coisas nos deleitam quando são novas, porém depois, pela mesma ração, não nos deleitam tanto&#8221; pg. 305</em></p>
<p><em>&#8220;Pensa-se que cada animal tem seu prazer peculiar, da mesma forma que tem uma função peculiar, ou seja, a que corresponde à sua atividade. Se pesquisarmos espécie por espécie isto se tornará evidente; o cavalo, o cão e o homem têm prazeres diferentes &#8211; como diz Heráclito, &#8220;os asnos preferem o feno ao ouro&#8221; pg. 307</em></p>
<p><em>&#8220;são preciosas e agradáveis as coisas que assim parecem às pessoas boas; e para cada pessoa a atividade conforme à sua própria disposição é mais desejável, e conseqüentemente é mais desejável para as pessoas boas aquilo que é conforme à excelência moral. A felicidade, então, não está no entretenimento; seria realmente estranho se o objetivo final da vida fosse o entretenimento&#8221;</em> pg. 309</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;">Fonte:</p>
<p class="western" style="margin-bottom: 0cm; text-align: right;">ARISTÓTELES, Ética a Nicômaco, Livro X. In “Coleção Os Pensadores”, ed. Nova Cultural, São Paulo, 1996.</p>
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