Rodrigo Travitzki, 17/06/2013

atuação policial em são paulo

Acabei de fazer essa charge inspirado na manifestação da quinta passada, espero que não tenha qualquer semelhança com o que vai acontecer hoje. De qualquer forma, por precaução, é bom se informar um pouco sobre como lidar com as autoridades nesse tipo de caso. Um bom começo pode ser estas dicas, feitas especialmente para a manifestação de hoje, o quinto ato do Movimento Passe Livre.

Daqui a pouco, se vemos na rua!


Rodrigo Travitzki, 14/06/2013
MASP, 10 e pouco da noite. zona de guerra sem guerra.

MASP, 13/6, dez e pouco da noite. Zona de guerra sem guerra.

Ontem vi a avenida Paulista virar terra sem lei, zona de guerra, barbárie no coração da civilização paulistana.

Se o objetivo era realmente evitar o trânsito e garantir o direito de ir e vir, parece que estamos com sérios problemas de planejamento na Secretaria de Segurança Pública.

Mas se o objetivo era evitar a violência, aí realmente esqueceram de avisar aos comandantes militares. O vídeo abaixo é bem didático nesse sentido.

Por isso, antes de discutir qualquer coisa sobre preço de passagem, parar o trânsito, políticas reacionárias e tantas outras coisas importantes, antes de tudo isso é preciso dizer bem alto: sem violência!


Rodrigo Travitzki, 07/05/2013

Para aqueles que ainda não se convenceram da profunda humanidade dos bichanos, olha só esse vídeo.

O elemento passa a tarde azucrinando a espécie alheia, e quando percebe que está sendo observado, dá aquela disfarçadinha tosca: “miau”.


Rodrigo Travitzki, 25/04/2013

Rousseau

Inspirado nas entranhas da marginal

O estudo a ser realizado é uma iniciativa independente divulgada no portal de financiamento coletivo catarse.me.

O objetivo é mapear os proprietários, fazer comparações, encontrar relações entre os diferentes grupos que detém o poder econômico no Brasil. Há um enfoque especial para as questões políticas, como a proposta de identificar as “100 empresas de capital fechado com maior faturamento e cruzar todos estes dados com os financiamentos de campanha, repasses do BNDES e do governo federal.”

Vale a pena contribuir com o que der, porque a campanha só vai durar mais nove dias.

Veja mais no link: Portal da campanha “Quem são os Proprietários do Brasil?”


Rodrigo Travitzki, 25/02/2013

Nesses tempos em que as crises financeiras alimentam os donos do dinheiro, uma lei brasileria “recente” vem a calhar.

Quem não quiser pagar nenhuma taxa bancária e usar os serviços básicos pode pedir isso ao seu banco (e se necessário, exigir). Vi essa notícia nas redes sociais e, procurando no youtube, encontrei essa pequena matéria da Globo. Desculpem não poder dar mais detalhes agora, mas estou completamente sem tempo, terminando o doutorado. Aliás, ainda nem fiz a minha mudança de conta, mas logo mais vou fazer.


Rodrigo Travitzki, 15/10/2012

Bem, esta pergunta não vale para todos, mas acredito que para a maioria da humanidade. Poderíamos respondê-la de forma histórica, dizendo que o conceito de saúde mudou com o aumento de estudos científicos sobre o corpo e os fatores de risco à saúde. Os antropólogos talvez apontem uma tribo no Zambia onde saúde e felicidade andem naturalmente juntas. Os biólogos, por sua vez, procurariam uma resposta evolutiva: por que o corpo “foi feito” para sobreviver na selva, não na modernidade.

Vejamos 3 exemplos curiosos desta ideia.

1- Por que gostamos tanto de gordura e açúcar se eles fazem tão mal?
Resposta: eles só fazem mal em excesso. Na selva é bem difícil encontrar algo com grandes quantidades de açúcar ou gordura, o corpo acostumou-se a ficar feliz com estes raros momentos em que conseguia grandes quantidades de energia. Na modernidade, sofremos ao mesmo tempo de desnutrição e obesidade.

2- Por que tudo tem corantes, se eles não servem pra nada e podem causar câncer?
Resposta: porque o corpo foi acostumado, na selva, a preferir uma refeição colorida do que algo cinza, marrom, ou simplesmente de uma cor só. As frutas mais coloridas, entre as conhecidas, indicam na selva uma planta mais fresca e saudável. Na modernidade, as frutas mais coloridas podem ser simplesmente aquelas com mais agrotóxico ou “melhoradas” geneticamente para serem mais coloridas. Isso pra não falar de balas, chicletes e coisas como fanta uva.

3- Por que temos nojo de lagartas nas frutas e verduras?
Resposta: porque, na selva, um bicho na comida pode significar que ela está em decomposição, já está lá faz tempo, por isso o corpo se acostumou a ter nojo de bichos (esta hipótese, pra ser sincero, foi meio chute). A modernidade, para lidar com isso, criou os herbicidas que acabam com as pragas. Assim, hoje a lagarta na fruta pode ser um sinal de que ela foi produzida de forma orgânica, sem agrotóxicos, ou seja, mais saudável.

Estes 3 exemplos apontam para uma mesma resposta à pergunta deste post. É tão difícil ser saudável por que o corpo não “foi feito” para a modernidade: ele foi feito para a selva.

Nesse caso, talvez tenhamos que esperar mais alguns milhões de anos de evolução … caso a modernidade dure tanto.


Rodrigo Travitzki, 08/08/2012

Confira no vídeo mais uma demonstração da inteligência dos outros animais. O mais engraçado é ver a cara de decepcionado do macaco no final, como se estivesse pensando “que humano burro” ou “esse humano tá me sacaneando, desencana..”.


Rodrigo Travitzki, 06/07/2012

Limpe duas sujeiras com uma só martelada ;)

Essa eu vi no Facebook, parece uma ótima ideia..

Para cada vassoura, você precisará de:
- 3 garrafas PET (ou mais, se você quiser)
- 1 prego
- 1 arame ou barbante (se é que eu entendi bem o passo 11)
- 1 cabo de vassoura

Além de uma tesoura, um martelo e um pouco de paciência, claro. Não sei bem a fonte, mas a foto está na página da Palombo Arquitetura.

Gostou? Não responda ainda! ;)
De lambuja, você ainda leva uma pá pra completar seu kit “casa limpa, planeta limpo“:

Fonte da pá: http://blog.naver.com/jes6305/70141351798

Design é tudo!

Anda circulando pelo Facebook um ranking de corrupção nos partidos, alvo de muita discussão, críticas e elogios. Como é comum na internet, algumas pessoas tecem sua análise crítica de 10 segundos, “curtem” ou não, e logo passam pro próximo tópico. No entanto, a pressa é inimiga do esclarecimento. Ler é diferente de navegar. A mesma internet que permite aos antigos boatos circularem como se fossem recentes descobertas científicas, também é um espaço que pode ser usado para se esclarecer as coisas e buscar um pouco de objetividade no conturbado mundo da informação. O processo que levou a este post é um interessante exemplo desta dupla função da rede mundial de computadores.

Bem, para quem gosta de ver apenas os resultados, aí vai o ranking que acabei de produzir, com base naquele que foi divulgado no Facebook e outras informações.

* Dois partidos foram retirados do ranking original porque não tinham prefeitos eleitos. Mais detalhes no final do post.

Para quem quiser saber de onde veio isso, eu explico.

Em primeiro lugar, esclareço que, como muita gente, trato a política como trato o futebol. A diferença é que não torço pra time nenhum. Gosto de ver um jogo sem preconceitos. Ou pelo menos me esforço pra isso, porque a mente é uma máquina preconceituosa por natureza.

Pois bem, quando o ranking apareceu “no meu face”, dei uma olhada, gostei e “compartilhei” com meus amigos, como é de praxe nas redes sociais. Por curiosidade, fui ver os comentários e neles havia uma rica multiplicidade de ideias, opiniões e resmungos. Evidentemente, as pessoas eram contra ou a favor dependendo de seu partido político predileto, assim como a qualidade do juiz depende do time para o qual se torce. Mas havia também alguns comentários mais inteligentes, criticando pontos significativos do ranking e questionando sua veracidade.

Com receio de ter enviado uma lorota aos amigos – aos quais prezo muito – fui procurar a fonte original do ranking, e em menos de 10 minutos descobri que ele datava de 2007 e tinha como base a tese de doutorado que o juiz Márlon Reis desenvolveu na Universidade de Zaragoza, Espanha. Isto porque, infelizmente para nossa “democracia”, o TSE não produz estatísticas desse tipo, embora tenha as informações. Isso quer dizer que, para realizar sua pesquisa, Márlon Reis teve que analisar os dados processuais de cada caso. Bom, isso me deixou mais tranquilo, porque de fato parecia uma fonte confiável.

A coisa poderia ter parado por aí.. mas seja por amor à pátria ou por falta do que fazer, resolvi ir um pouco mais além. Havia pelo menos duas coisas nos comentários que estavam me incomodando.

Uma é que o ranking se baseava em números absolutos, então um partido com 600 políticos eleitos e 3 cassados poderia ser considerado mais corrupto do que um partido com 2 políticos eleitos, ambos cassados. Muita gente fez essa observação, revelando que mesmo as análises críticas de 10 segundos podem ser feitas com inteligência, felizmente.

O segundo incômodo é que, como observou um dos “comentaristas”, havia no ranking de 2007 um partido que só foi criado em 2011 (o PSD), o que punha em risco todo o resto, porque as informações são como maças: basta uma podre para que todo o cesto seja jogado no lixo.

Para resolver esses dois incômodos, tive que recorrer aos recursos mais trabalhosos que a internet proporciona.

Em primeiro lugar, para compreender como uma tese de doutorado poderia citar um partido que ainda não existe, dei uma boa olhada no dossiê, mas nada encontrei que pudesse ajudar. Com uma esperança quase ingênua, resolvi enviar um e-mail ao autor da tese pedindo esclarecimentos a este respeito. Para minha surpresa, recebi a resposta no mesmo dia, o que me motivou a escrever este “longo” post e terminar o que havia começado. Márlon me explicou que o PSD, partido que o Kassab criou ano passado, não é o mesmo que aparece no dossiê, trata-se de um partido homônimo que foi extinto em 2003. Muito bem, um incômodo a menos.

Para resolver o segundo incômodo, por sua vez, eu precisava de alguns números.. no caso, o número total de políticos eleitos em cada partido entre 2000 e 2007, período ao qual a pesquisa se refere. Isso me pareceu muito difícil de conseguir, então voltei ao dossiê em busca de alguma dica. Percebi que a grande maioria dos políticos cassados estava nas prefeituras, como se vê na tabela ao lado.

Partindo dessa informação, procurei algum site conhecido que me dissesse quantas prefeituras havia por partido naquela época. Acabei chegando numa reportagem do G1 de 2008, o que levou talvez pouco mais de meia hora. A reportagem informava o número de prefeitos eleitos por partido em 2004, o que estava bastante próximo do que eu queria.

Com os números em mãos fiz a tabela abaixo, a partir da qual pude construir o ranking que está no início do post.

Partido

Políticos cassados entre 2000 e 2007

Prefeituras eleitas em 2004

Porcentagem aproximada* de políticos cassados por partido

PTC

3

16

18,8

PRTB

2

12

16,7

PRONA

1

7

14,3

PSL

3

24

12,5

DEM

69

794

8,7

PSC

2

25

8,0

PDT

23

306

7,5

PSDB

58

870

6,7

PMN

2

31

6,5

PMDB

66

1060

6,2

PTB

24

421

5,7

PP

26

550

4,7

PPS

14

309

4,5

PR

17

383

4,4

PSB

7

174

4,0

PHS

1

25

4,0

PRP

1

37

2,7

PT

10

410

2,4

PV

1

57

1,8

 * A porcentagem é aproximada porque a primeira coluna se refere a todos políticos cassados entre 2000 e 2007 – cuja imensa maioria estava nas prefeituras – enquanto a segunda se refere apenas às prefeituras eleitas em 2004.

 

Vemos assim que, com um pouco de tempo e paciência, a internet pode ser um excelente instrumento para o esclarecimento. Sem isso, o risco de divulgar lorotas para os amigos é sempre grande.

Por fim, é bom lembrar que, como qualquer outro, isso é só um ranking, não é a verdade universal sobre os partidos políticos. Ele tem diversas limitações, como já expliquei. Mesmo assim, creio que isso é melhor do que o puro “achismo” ou do que opiniões bem escritas mas opacas, que não podem ser verificadas mais a fundo, como se vê em muitas reportagens de “fontes anônimas”.

OBS: já prevendo algumas críticas, esclareço que não sou do PT, tampouco torço pro Corinthians. Mas gosto de ver um bom jogo ;)

 

Fontes utilizadas na elaboração do ranking:

* Dossiê “Políticos cassados por corrupção eleitoral” (07/09/2007) .
Elaborado pelo Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) , com base em pesquisa de doutorado do juiz Márlon Reis.
mcce.org.br/sites/default/files/politicoscassadosdossie.pdf

* Reportagem “PT e PMDB ampliam número de prefeituras, e DEM e PSDB perdem” (27/10/08).
De Simone Harnik, para o G1.
g1.globo.com/Eleicoes2008/0,,MUL837881-15693,00.html

* E-mail enviado pelo juiz Márlon Reis em resposta à solicitação feita por este blog.