DEU NO ESTADÃO:
Hábitos saudáveis provavelmente são o fator mais importante para se chegar bem aos 80 anos, mas para sobreviver aos 100 é preciso ajuda do DNA. Isso é o que indica estudo publicado na Science, no qual pesquisadores americanos e italianos encontraram 150 marcadores genéticos ? variações de uma única letra no material genético, espalhadas por todos os cromossomos humanos ? cuja presença permite determinar, com 77% de precisão, se uma pessoa é centenária.
“Suspeitávamos há tempos que a capacidade de viver 20 anos ou mais além dos 80 é, em sua maior parte, ditada pelos genes”, explicou Paola Sebastiani, professora de Bioestatística da Escola de Saúde Pública da Universidade de Boston e autora do estudo. Ela diz que o fato de as 150 variações de DNA encontradas terem permitido identificar centenários com alta precisão indica que a longevidade excepcional tem forte base genética. “O fato é que 15% da população tem a assinatura genética que eleva a chance de viver até os 100 anos entre 65% e 98%”, diz.
Retirado de:
Essa semana estranhei o Roda Viva com o reitor da USP (o primeiro da história que foi escolhido pelo governador e não pela comunidade universitária). Um mar de rosas, sem grandes polêmicas ou perguntas embaraçosas, nada que se parecesse com um legítimo Roda Viva. Pensei “deve ser problema meu, estou muito crítico”.
Depois vi que o Heródoto ia ser substituído pela Marília Gabriela. Estranho. Agora tudo ficou mais claro. E infelizmente, muito mais escuro.
O único reduto minimamente independente de jornalismo televisivo está seriamente ameaçado por José Serra. É o que diz Luis Nassif:
Pedágio derruba mais um jornalista da TV Cultura
“Há uma semana, Gabriel Priolli foi indicado diretor de jornalismo da TV Cultura.
Ontem, planejou uma matéria sobre os pedágios paulistas. Foram ouvidos Geraldo Alckmin e Aloízio Mercadante, candidatos ao governo do estado. Tentou-se ouvir a Secretaria dos Transportes, que não quis dar entrevistas. O jornalismo pediu ao menos uma nota oficial. Acabaram não se pronunciando.
Sete horas da noite, o novo vice-presidente de conteúdo da TV Cultura, Fernando Vieira de Mello, chamou Priolli em sua sala. Na volta, Priolli informou que a matéria teria que ser derrubada. Tiveram que improvisar uma matéria anódina sobre as viagens dos candidatos.
Hoje, Priolli foi demitido do cargo. Não durou uma semana.
Semana passada foi Heródoto Barbeiro, demitido do cargo de apresentador do Roda Viva devido às perguntas sobre pedágio feitas ao candidato José Serra.
Para quem ainda têm dúvidas: a maior ameaça à liberdade de imprensa que esse país jamais enfrentou, nas últimas décadas, seria se, por desgraça, Serra juntasse ao poder de mídia, que já tem, o poder de Estado.” Nassif
Para engrossar o caldo, Paulo Henrique Amorim diz no seu site que Serra ligou duas vezes para a Record pedindo sua cabeça.
Se você quiser saber melhor a estória mal contada do pedágio tucano clique aqui.
Não recomendado para menores de 14 anos.
Deu na BBC Brasil: “Cientistas descobriram que entre os bilhões de neurônios presentes no cérebro existe um que acaba reagindo individualmente quando uma pessoa se depara com a imagem de uma pessoa conhecida.
Esse tipo de neurônio, batizado de neurônio Jennifer Aniston – em homenagem à atriz que faz Rachel nos seriado americano Friends -, pode ajudar cientistas a entender como as imagens são processadas no cérebro e transformadas em memória.”
O CQC desta segunda-feira foi realmente digno de uma centésima edição. Repercussão especial foi para o “controle de qualidade do congresso”, uma ideia espetacular, deve ter até político estudando mais para não ser pego de surpresa pelos CQCs.
Tudo que queremos é um bom congresso, é pedir muito? Se tudo que é meio importante tem um controle de qualidade, por que o congresso deveria ficar de fora?
Aliás, dá pra ter uma ideia de como é boa parte da classe dominante desse país vendo como eles reagem aos CQCs. Como esse coronel de Mato Grosso, Nelson Trad (PMDB de Sarney). Depois de assinar um projeto para inclusão de cachaça na cesta básica, quase esmurrou a Monica Iozzi, isso em frente das câmeras. Imagina o que ele não faz em Mato Grosso. Suas palavras no momento: “foda-se”. Logo depois, ele explica que:
“Não tem necessidade de eu pedir desculpas aos meus companheiros, porque eu reagi legitimamente em defesa da minha dignidade. Não defendo só a mim, mas a própria instituição a que pertenço há mais de 30 anos”.
Se era pra tentar parecer digno, por que assinou a lei da cachaça? Se o fez, por que não assumir o erro, não seria mais digno? Aliás, no que um murro e um “foda-se” ajudam na dignidade? Caro deputado Nelson Trad, existem maneiras muito mais eficazes de ser/parecer digno.
E o CQC foi bastante democrático em sua crítica “humorística”, tem deputado de vários partidos assinando a tal lei de inclusão da cachaça na cesta básica. Quando Monica explicou aos deputados o que tinham feito, alguns apelaram para a violência, como nosso ilustre Nelson Trad, outros apelaram para a retórica, mostrando que ainda têm profissionalismo político: “você não pode discriminar o trabalhador que gosta de tomar uma cachacinha depois do trabalho”. Tá certo.
Outro coronel que impressionou foi o excelentísssimo deputado José Tatico (PTB de Goiás). Logo que percebeu a burrada que tinha feito ao assinar a lei da Cachaça ficou quieto.
Seu acessor começou a xingar a repórter de ignorante, coisa e tal. Ela insiste: “O deputado não vai responder nada?”
“Não vai não. E aí? E aí?” responde o acessor manda-chuva, como se estivesse falando com um mano no subúrbio de Goiás, “chamando pro pau”.
Monica insiste mais um pouco e o deputado finalmente resolve falar alguma coisa:
“Sei da sua BUNDA”
Sim, é isso mesmo que você ouviu. Não se trata de uma novela mexicana ou uma tragédia grega, esta é a casa do povo brasileiro. É Impressionante, não? Pessoas votaram nesta pessoa. Para os vestibulandos desse ano que ainda não entenderam o que significa “coronelismo”, aí vai uma aula extra. Este é um legítimo coronel, com ar de “ninguém me atinge”, com palavras violentas e, é claro, um acessor manda-chuva que resolve seus problemas mais escabrosos. Como algumas meras perguntas do CQC.
Pois é, depois de tudo isso, seria de esperar que o povo brasileiro ficasse constrangido. Mas, segundo a Folha, o presidente interino da Câmara, Marco Maia (PT-RS), SE SOLIDARIZOU com os nobres colegas coronéis, e agora está estudando normas para evitar constrangimento dos parlamentares.
“Ao não querer falar, o deputado é constrangido pelos veículos de comunicação. Há excesso por parte de alguns jornalistas. Temos de tomar algumas medidas institucionais”. Bem, convido você a ver o vídeo mais abaixo e julgar por você mesmo quem teria cometido excessos.
Pois bem, caro Marcos Maia, alguém precisa te contar que estas normas já existem e se fundam no decoro parlamentar. Se os nobres deputados, mesmo sem ter feito a lição de casa, tivessem mantido o mínimo de compostura, não estariam agora na boca do povo. Aliás, falar da bunda de uma moça da imprensa não é quebra de decoro parlamentar? E esmurrar a câmera? Dizer foda-se? Bom, na verdade, com tudo que já vimos por aí, isso realmente não é nada.
Bem, para terminar com um final feliz, o CQC nos mostrou que tem gente trabalhando com seriedade no congresso, como o deputado João Dado, do PDT Paulista, o único que não assinou a lei da cachaça. Sua explicação é clara e cristalina.

Dep. João Dado (PDT-SP): "O correto é isso, ler antes de assinar. E mais do que ler, é concordar com o que está assinando."
Simples não? É pedir muito?
O controle de qualidade do congresso é, de fato, um quadro excelente, só tem a contribuir com a democracia.
MAIS CQC E MENOS CORONEL!
Vai Brasiil!
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Veja o programa abaixo:
* Escrito com informações do CQC e da Folha – Câmara recomenda normas para evitar constrangimento de parlamentares por jornalistas – 17/06/2010.
Me deparei com esta notícia que confirma o que já imaginava. Todos aqueles latões coloridos que a gente vê em lugares bem visíveis são, boa parte das vezes, ilusões de ótica. Enganações, fraudes, engodos, ou simplesmente o cumprimento burocrático da “cidadania ecológica” dentro de um sistema que não tem infraestrutura (ainda?) para isso.
Pois é, dona Maria, o lixo que a senhora separa com tanta dedicação durante todo o mês, lava os recipientes, guarda o óleo, enfim, todo aquele carinho pela mãe natureza, infelizmente, pode estar indo para lugar nenhum. Sem catadores de lixo, ou sem qualquer elo da corrente, a coisa simplesmente não funciona. E como lixo é lixo, tem que ir pra algum lugar, é nos aterros que tudo termina. E pouca coisa começa. O ciclo da natureza dá lugar ao fluxo da pós-modernidade rumo ao mais perfeito e absoluto nada.
Como diria Raul:
Se você correu, correu, correu tanto
e não chegou a lugar nenhum
Baby, oh baby, bem vinda ao século 21.
É, caro concidadão paulistano, a cidade limpa não está tão limpa assim…
Leia mais abaixo:
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Empresas reduzem coleta seletiva e misturam o lixo em SP
“A coleta seletiva de lixo foi reduzida na cidade de São Paulo porque as 17 cooperativas de catadores conveniadas com a prefeitura não têm conseguido processar todo o material recebido. A informação é da reportagem de Evandro Spinelli e Cristina Moreno de Castro publicada na edição deste sábado da Folha (íntegra somente para assinantes do jornal ou do UOL).
Desta forma, os produtos reciclados que são separados pelos moradores vão para aterros e acabam sendo misturados ao lixo comum.
Existem caminhões que recolhem somente lixo reciclável, mas que demoram horas para descarregar o material, que acaba sendo recolhido, posteriormente, pelos veículos comuns, misturado ao lixo não separado.
Em média, as empresas Loga e Ecourbis recolhem 120 toneladas de lixo reciclável por dia contra um total de 9 mil toneladas de lixo residencial comum.
Há algumas semanas, a prefeitura passou a proibir a entrada dos caminhões de lixo reciclável no aterro, mas a regra não é cumprida.
Loga e Ecourbis confirmam que têm despejado lixo que foi separado para reciclagem em aterros. A prefeitura admite que há falhas na coleta seletiva e diz que vai multar as empresas.“
Fonte: (Folha de São Paulo, 29/05/2010) Folha Online
A aprovação do projeto pelo senado impressionou a maioria, decepcionou alguns (pelas emendas) e contrariou outros (contrários ao projeto por razões diversas). Na véspera da votação, o Observatório da Imprensa promoveu um debate sobre o tema que você pode ver abaixo.
Escreve Alberto Gines alguns dias antes disso:
“O líder do governo no Senado, Romero Jucá, cometeu uma gafe quando tentou diminuir a importância do Projeto Mãos Limpas. Ao afirmar que não era um projeto do governo, mas da sociedade, sem perceber não apenas legitimou e valorizou a iniciativa mas conferiu à sociedade brasileira um status superior. Uma sociedade que se organiza para impor a sua vontade aos poderes constituídos está madura e preparada para operar grandes transformações.
A imagem das mãos limpas não é nova: nos anos 1990 a sociedade italiana lançou-se na memorável cruzada das “Mani Pulite” contra juízes corruptos e autoridades ligadas à máfia. A nossa Ficha Limpa é menos ambiciosa: quer apenas sanear os legislativos porque neles começa o círculo vicioso da corrupção. Se candidatos a qualquer função pública são obrigados a apresentar um currículo impecável, aqueles que farão as leis não podem ostentar máculas ou abrigar suspeitas.
Representantes do povo desqualificados só podem produzir sistemas capazes de mantê-los impunes. O círculo virtuoso deve começar pelos que fazem as leis. O acerto desta campanha iniciada pela CNBB está na compreensão de que vereadores, deputados estaduais ou federais e senadores jamais teriam condições – mesmo que o desejassem – de reverter procedimentos imorais tão arraigados.
Com rara felicidade soube a mídia detectar e vocalizar o sentimento coletivo.”
Fonte: Observatório da Imprensa
DEU EM O GLOBO:
“Há duas semanas, o governo americano estimou qual seria o vazamento diário de óleo no Golfo do México, considerado o pior da história dos Estados Unidos : 5 mil barris de petróleo por dia. Porém cientistas e grupos ambientalistas estão questionando o número e apostando que a quantidade é bem maior do que a estimada. Eles também criticaram a British Petroleum (BP) por se recusar a recorrer a outras técnicas cientificas que dariam um panorama mais preciso da catástrofe. A indagação sobre a veracidade da quantidade de óleo derramada veio á tona nesta quinta-feira, quando um vídeo mostrou um enorme jato de petróleo jorrando de um dos locais de vazamento. A BP se defende dizendo que medição precisa é impossível.”
Cientistas dizem que vazamento no Golfo do México está subestimado e quantidade de óleo … – O Globo.
Virada Cultural, festa folclórica paulistana. Com a cara de quem tem muitas caras. Infelizmente com violência, cruel e pontual. Mas com muita cultura e espírito de boa convivência na diversidade.
Abaixo, alguma fotos que tirei.











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